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Avanços na medicina e hábitos de saúde ajudam os idosos a viver mais

Avanços na medicina e hábitos de saúde ajudam os idosos a viver mais

Em 2010, o país tinha 19 milhões de habitantes com mais de 60 anos, chegando a 30,3 milhões em 2021

Em apenas dez anos, a população idosa do Brasil aumentou em 11 milhões. Em 2010, o país tinha 19 milhões de habitantes com mais de 60 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número chegará a 30,3 milhões até 2021.

A expectativa para as próximas décadas é que esse número continue aumentando. As projeções estimam que até 2060, três em cada dez brasileiros serão idosos.

Para Márcio Minamiguchi, gerente de estimativas e projeções populacionais do IBGE, o perfil desse segmento da população mudou ao longo dos anos à medida que o número de idosos aumentou.

“As pessoas mais velhas que atingem uma idade mais avançada hoje estão definitivamente vivendo mais e com mais saúde do que no passado. As pessoas idosas hoje são muito diferentes de décadas atrás.”

A expectativa de vida no Brasil hoje está próxima de 77 anos – em 2010 era de 73 anos.

Segundo a gerontóloga Roberta França, a longevidade está relacionada a uma série de fatores, como: prática de exercícios, alimentação saudável e avanços científicos que permitem a descoberta de novos tratamentos.

“Estamos começando a entender melhor o processo de envelhecimento e, com diagnósticos mais precisos, estamos criando mecanismos para melhorar a qualidade de vida.”

O aumento da expectativa de vida levou a uma mudança no perfil dos pacientes que procuram o consultório do geriatra.

“Há 30 anos, era muito raro ter um centenário. Atualmente, atendo dezenas de pessoas com mais de 100 anos, e aqueles com mais de 60 anos continuam levando uma vida ativa, trabalhando, viajando e namorando.”

Os avanços da medicina foram um dos fatores que permitiram a Antonio X levar uma vida saudável aos 86 anos, após superar um tumor cerebral, câncer de pele e tumor na coluna.

O primeiro câncer foi diagnosticado quando ele tinha 60 anos. O último tumor, descoberto há 11 anos, foi estabilizado devido ao tratamento.

Antonio acredita que a hereditariedade e hábitos saudáveis ​​são o segredo da longevidade. “Tenho vivido uma vida sem excessos, com dieta e exercícios regulares. Além disso, um tratamento eficaz faz toda a diferença.”

Em vários tipos de câncer, a chance de cura é considerada alta e, mesmo em pacientes mais velhos, tumores de pele, mama, testículo, próstata e útero têm mais chance de cura, diz Gélcio Mendes, médico do Instituto Nacional do Câncer (Inca). . 90%.

“Hoje entendemos melhor os tumores e temos técnicas mais adequadas para avaliar a extensão de cada tumor, mas o sucesso do tratamento está sempre associado ao diagnóstico precoce, que é fundamental para aumentar a chance de cura.”

A medicina também avançou no tratamento das doenças cardiovasculares, embora continuem sendo a principal causa de morte no mundo. No Brasil, cerca de 230.000 pessoas morrem a cada ano de problemas relacionados ao coração.

Claudio Tinoco, coordenador da unidade de medicina nuclear do Hospital Pró-Cadiaco, disse que as pessoas devem sempre tentar controlar a glicemia, a pressão arterial e o colesterol para evitar o agravamento da doença.

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